Apresentação
Localizada a cerca 1,5km do centro da Cova da Iria, a aldeia de Aljustrel foi o local de nascimento dos videntes de Fátima. Esta particularidade conferiu-lhe desde então uma especial importância, diferenciando-a dos diversos lugares existentes nas redondezas e, passando ser ponto de visita obrigatória para grande parte dos peregrinos de Fátima. No entanto, e face à ausência de planos urbanísticos adequados e eficazes, o que deveria ser uma vantagem transformou-se na sua maior fragilidade. A pressão originada pelo seu potencial comercial, enquanto pólo gerador de visitantes, transformou a aldeia rural de Aljustrel num lugar incaracterístico, onde novo e antigo se misturam sem regra ou critério, numa colecção desarticulada de situações, em que o comércio se sobrepõe a tudo.
Apesar de todas as transformações é ainda possível recuperar para Aljustrel a dignidade que os lugares eleitos merecem. Para tal será necessário desenvolver uma intervenção de regeneração urbana, abrangendo tanto o espaço público nas suas variadas vertentes (arranjo formal, circulação e parqueamento, infra-estruturas, etc.), como o edificado, para o qual se deverá definir, caso a caso, a actuação mais adequada.
O primeiro e importante passo, foi já dado com a declaração da área crítica de recuperação e reconversão urbanística (ACRRU), Decreto n.º 49/2008, de 17 de Outubro.
Fase em curso
Está em curso o processo de conversão da ACRRU em área de reabilitação urbana (ARU), conforme o actual regime jurídico da reabilitação urbana, Decreto-Lei n.º 307/2009, de 23 de Outubro.


